ALERTA PARA O MEDO

Publicado: 06/10/2016


A fobia é um medo irracional e excessivo que provoca a evitação consciente de um objeto ou de uma determinada situação. O paciente apresenta várias manobras para evitar a situação temida, entre elas – o medo de determinados animais, altura, trovão, comer certos alimentos, dirigir, ir ao dentista, visão de sangue ou ferimentos e até medo de exposição a doenças específicas.

O medo antecipatório da situação ou a ansiedade extrema causada pela exposição interferem na rotina normal da pessoa, no seu trabalho ou em seus relacionamentos sociais, causando importantes limitações em sua vida.

A reação da fobia apresenta-se por medo acentuado e persistente, irracional ou excessivo, de um objeto ou situação fóbica; a exposição ao estímulo fóbico (objeto ou situação) provoca uma resposta imediata de ansiedade. Esta ansiedade caracteriza-se através da sudorese, batimentos rápidos do coração, tremor das mãos, falta de ar e sensação de “frio” na barriga.

Este tema é muito debatido e falado por todos, porém o que deve-se entender é o que está por trás desta fobia. Podemos dizer que a fobia funcionaria como uma cortina de fumaça – sendo assim, o problema está por trás disso. Todo paciente quer o alívio imediato dessas sensações desagradáveis, porém, muitas vezes sem medicação e psicoterapia associados não há como otimizar os resultados. A fobia, a ansiedade é um estado de alerta para você que possui alguma dessas sensações descritas.

A função da psicoterapia é encontrar a raiz desse problema. Vários fatores podem desencadear uma fobia, como por exemplo: perda de algum parente próximo (luto mal elaborado), problemas com a própria sexualidade, dependência exagerada de alguém,  enfim, muitos outros fatores podem desencadear o transtorno. Porém o medo é sempre um modo de reagir diante de um conflito.

Costumo dizer que tudo o que é em exagero pode ser prejudicial, assim, muitos pais devem se alertar para o filho que não dá trabalho, que é bonzinho, bem comportado e ansioso – este pode ser um forte candidato a tornar-se um adulto que evita assumir seu papel na sociedade e se torna um prisioneiro de si mesmo. Tanto os filhos que dominam os pais, como os filhos que são extremamente dependentes e possuem excesso de bom comportamento precisam de atenção especial, os dois lados em extrema função pode ser prejudicial.

O tratamento da fobia deve ser individualizado, dependendo das características e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta.  Só o uso de medicação muitas vezes não é suficiente, hoje a própria psiquiatria está atenta a isso, é preciso desenvolver um trabalho em conjunto com  psicoterapia para um resultado positivo e eficaz.

É necessário saber que o medo é importante para nossa sobrevivência, assim ficamos atentos aos perigos externos (como atravessar a rua, cortar um alimento, etc), esse é um medo benéfico e essencial para nos proteger dos perigos. Porém o medo exagerado de certas atividades é um fator que merece cuidado e atenção. A pessoa que apresenta fobia, muitas vezes deixa de viver, paralisando sua vida e seus comportamentos sociais. O importante nesse quadro, é reconhecer o problema e buscar ajuda profissional.




Nascida em São José do Rio Preto em 1981. Cursou psicologia no Centro Universitário do Norte Paulista, se formando em 2003. Atua como psicóloga clínica desde 2004, dedicando-se aos atendimentos de crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias na cidade de Monte Azul Paulista. É especialista perito examinadora, com formação em Hipnose, BMT – Body Mind Talk. Especializanda em Neuropsicologia. Foi professora convidada pela Unifafibe, como docente nos cursos de psicologia, fisioterapia, educação física e ciências biológicas.