Publicado: 06/10/2016
Esta semana começou muito interessante. Estava conversando com uma pessoa e conheci uma realidade que até a pouco tempo eu não imaginava que acontecesse.
A conversa que parecia inocente tomou outra proporção, trata-se da observação de dois caranguejos dentro de um balde raso. Um único caranguejo pode sair facilmente, mas se houver outro com ele dentro do recipiente, ele vai levantar sua pinça e puxar o primeiro caranguejo de volta para dentro antes que ele chegue à borda.
Segundo o que me disseram nesta semana, você pode encher um balde com caranguejos e, embora todos eles tentem escapar, nenhum sairá porque em vez de impulsionar os outros para cima, eles seguem seu forte instinto de puxar para baixo qualquer um que tente subir acima deles.
Nunca fiz esta experiência para ver o que realmente acontece, mas confesso que fui muito “longe” com essa informação e decidi compartilhar com meus leitores. Você deve ter pensado o mesmo que eu. Você conhece alguma pessoa “caranguejo”? Infelizmente, os hábitos dos caranguejos também são comuns a nossa espécie.
Parece ser parte da natureza humana invejar aqueles que alcançam posições reconhecidas, cargos importantes, amor verdadeiro, amizade honesta..., e lá estão algumas pessoas tentando puxá-la para baixo, se não em ações, também em pensamentos ou julgamentos.
É compreensível que talvez, ter que impulsionar o outro a subir resulte em mais trabalho do que pinçar seus pés para cair, mas não tenha dúvida que em algum momento da vida o reconhecimento do que impulsiona retornará de maneira muito prazerosa e produtiva.
O indivíduo que carrega consigo suas pinças para tentar evitar que o outro cresça, certamente sempre estará unido com seus semelhantes, olhando os outros subirem e pensando nas estratégias para derrubar, enquanto isso, alguém está subindo e ele continua lá no mesmo lugar.
Desejar que o outro chegue primeiro, apoiar as ações, aconselhar verdadeiramente, impulsionar conquistas alheias, ficar feliz com a felicidade do outro, provocar bem estar a quem está por perto, aprender desprender-se das antigas carapaças de julgamento e crítica para se tornar mais flexível, são ações que enaltece e dignifica o homem e o faz ainda “maior”.
Não queira ser como o caranguejo.