Publicado: 06/10/2016
A Educação atualmente é um dos temas mais discutidos dentro do contexto social, político e principalmente dentro dos consultórios psicológicos.
Educar não é tarefa fácil, esta “arte” incita pensamentos reflexivos e até mesmo contraditórios, onde pai e mãe muitas vezes discordam suas opiniões. Os avós também não apóiam algumas iniciativas dos pais e a criança, que é nossa maior preocupação, acaba se tornando alvo do desequilíbrio e da insegurança. Essa ação vem tomando proporções ainda maiores, salvo os pais que não se intimidam em ler, buscar orientação profissional e procuram com freqüência saber sobre o comportamento do seu filho na escola, assim como, também conhecer as amizades da criança.
É necessário salientar que sentir insegurança é um processo de defesa de si mesmo, por isso é preciso fazer algo para se defender em relação à dúvida na hora de educar. O que não pode acontecer é pais e educadores ficarem de braços cruzados em relação ao problema da criança.
No momento em que, por exemplo, uma criança apresenta um problema de comportamento agressivo na escola, não podemos nos focar para o resultado final que é o comportamento agressivo, é necessário investigar o que levou a esta condição, muitas vezes a criança fica “rotulada” e na verdade ela está sofrendo e de certa forma pedindo nossa ajuda.
A educação se dá desde a gestação quando a criança é desejada e percorre por toda sua vida, passando por todas as difíceis fases, inclusive a que os pais mais temem que é a adolescência. Se você estabelecer um vínculo de confiança, amor e respeito com seu filho não há o que temer.
Educar exige consciência na tomada de decisões, segurança para concretizar essas decisões, convicção de que mudar não é impossível, bom senso para não “abusar” da autoridade de pai, saber escutar e ter disponibilidade para o diálogo, risco, aceitação do novo, reconhecer quando cometeu um erro, enfim; não é errado seu filho saber que você também tem dúvidas, que também erra e também tem medo, pois um dia ele irá crescer e descobrirá por si só que isso acontece, então não é preciso fazer de conta que estes sentimentos não são reais.
O ideal é aprender com os erros, mudar o que não deu certo, tentar todas as vezes que for preciso, experimentar novos comportamentos, é óbvio que deve existir equilíbrio em tudo isso.
Querer educar como há tempos atrás, na época de nossos avós já não surte efeito hoje, o mundo mudou e com ele também devemos mudar, falar a “linguagem” que a criança conhece, descobrir o que ela gosta, ressaltar suas qualidades sabendo que com isso, os erros poderão com o tempo extinguir-se. Não se baseie na educação de outras famílias para tomar certas atitudes em relação a sua criança, porque cada criança é única e o que deu certo, por exemplo, com seu “sobrinho”, poderá não surtir efeito com o seu filho.
Lembre-se, não é errado e nem sinônimo de fraqueza ter dúvidas, preocupações, receios e insegurança, mas todos esses sentimentos necessitam de um acompanhamento relacionado com informação, orientação e muitas vezes auxílio de um bom profissional desta área, seja ele professor, psicólogo, pedagogo ou diretor da escola, além de pai você é amigo do seu filho, através de seu comportamento mostre isso a ele.